segunda-feira, 7 de abril de 2014

Dia Mundial da Saúde









Há 48 anos a CNBB preocupa-se em refletir com seus fiéis problemas de cunho social, onde o maior objetivo é conscientizar a sociedade como um todo sobre as questões apresentadas. E, sem dúvidas não poderia ser diferente, a proposta tem como tema: Fraternidade e Saúde Publica e como lema: “Que a saúde se difunda sobre a terra” (Eclo 38,8).
A pedagogia instalada da Campanha da Fraternidade tem como base o ver, julgar e agir.
Ver: observação da realidade local para compreender sua relação com o tema.
Julgar: embasamentos bíblicos sobre o tema.
Agir: ações práticas que preocupam-se em contribuir com atividades no local.
O objetivo geral da Campanha da Fraternidade de 2012 foi: “Refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção dos enfermos e mobilizar por melhoria no sistema público de saúde” (p. 12 do Texto-Base).
Além do objetivo geral a Campanha da Fraternidade  2012 apresenta seis objetivos específicos. Estes são: “a) Disseminar o conceito de bem vier e sensibilizar para a prática de hábitos de vida saudável; b) Sensibilizar as pessoas para o serviço aos enfermos, o suprimento de suas necessidades e a integração na comunidade; c) Alertar para a importância da organização da pastoral da Saúde nas comunidades: criar onde não existe, fortalecer onde está incipiente e dinamizá-la onde ela já existe; d) Difundir dados sobre a realidade da saúde no Brasil e seus desafios, como sua estreita relação com os aspectos sócio-culturais de nossa sociedade; e) despertar nas comunidades a discussão sobre a realidade da saúde pública, visando à defesa do SUS e a reivindicação do seu justo financiamento; e f) Qualificar a comunidade para acompanhar as ações da gestão pública e exigir a aplicação dos recursos públicos com transparência, especialmente na saúde” (cf. p. 12 do Texto-Base da CF).
A abertura da CF ocorre em todo o Brasil na Quarta- Feira de cinzas, dia em que a Igreja pede ao seu fiel que faça o jejum e abstinência de carne e sua finalização ocorre no Domingo de Ramos, através de uma Coleta em dinheiro que é enviada para a Cáritas Brasileira (é uma entidade de promoção e atuação social que trabalha na defesa dos direitos humanos, da segurança alimentar e do desenvolvimento sustentável solidário. Sua atuação é junto aos excluídos e excluídas em defesa da vida e na participação da construção solidária de uma sociedade justa, igualitária e plural).o órgão que é responsável em enviar a verba para os locais no Brasil que mais necessitam. Mas nada impede que a ação apresentada pela campanha durante o período quaresmal seja desenvolvida ao longo do ano em seu local.

Conheça a oração da CF:
Senhor Deus de amor,
Pai de bondade,
nós vos louvamos e agradecemos
pelo dom da vida,
pelo amor com que cuidais de toda a criação.
Vosso Filho Jesus Cristo,
em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos
e de todos os sofredores,
sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.
Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão
se faça sempre mais, solidária às dores e enfermidades do povo,
e que a saúde se difunda sobre a terra.
Amém.
Por: Mayra Montoya Mariano – Jufem Atibaia
Fontes:
http://www.portalkairos.net/campanhadafraternidade/2012/campanhadafraternidade2012_materiais.asp

http://caritas.org.br/novo/sobre/
E você ? O que pode fazer em seu local para contribuir para a CF e com a sociedade Não fique apenas no ver e julgar, mas vamos agir em prol da Saúde Pública de nosso país.

No Dia Mundial da Saúde, muita luta e pouca comemoração


Jornal do BrasilGisele Motta *


O Dia Mundial da Saúde, criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como forma de ampliar a informaçãosobre o setor, é comemorado em 7 de abril. Além do importante tema de 2014, as doenças transmitidas por vetores - como a dengue, que é epidêmica no Brasil -, o mais discutido neste dia, no Rio de Janeiro, foi o descaso geral com a saúde no estado, que enfrenta demolições e privatizações no setor. Hoje, diversos protestos aconteceram pela cidade, numa luta constante pela melhoria dos serviços.
Os profissionais ligados às entidades do setor no Rio de Janeiro aderiram à mobilização nacional em defesa de melhores salários e condições de trabalho, principalmente no setor público. Para chamar a atenção, os médicos fluminenses decidiram pela suspensão dos serviços para clientes vinculados aos planos de saúde. Os serviços de urgência e emergência foram mantidos.








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Cerca de 200 manifestantes se reuniram nas escadarias da Câmara dos Vereadores, na Cinelândia, onde foram colocados cartazes e fotos com reivindicações e denúncias sobre a precariedade dos serviços. Além de melhores condições de trabalho e atendimento adequado à população, os médicos reivindicam concurso público, plano de cargos, carreiras e vencimentos, e piso salarial de R$ 10.991,19 – conforme parecer da Federação Nacional dos Médicos.
No Rio, a manifestação foi promovida pelo Conselho Regional de Medicina e pelo Sindicato dos Médicos. A manifestação fez parte de um movimento nacional. Das escadarias da Câmara dos Vereadores os manifestantes saíram em passeata até a sede do Núcleo do Ministério da Saúde, na Rua México, no Centro da cidade.
Um membro da Comissão de Mobilização do Movimento de Moradores e Usuários do Iaserj/SUS (Mudi), que surgiu na luta contra o fechamento do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj), ressalta as principais reivindicações que vêm sido travadas na saúde pública do Rio.
Segundo o movimento, que se reuniu em um protesto na tarde desta segunda na Rua da Carioca, no Centro, os usuários do hospital não eram somente os servidores do Estado, que hoje em dia tem um plano de saúde em parceria com a prefeitura, já que a unidade que os atendia não existe mais. “O hospital emitia carteirinha para diversas pessoas que não eram servidores. Um hospital que servia aos moradores da região e foi destruído, em pleno funcionamento. Existia uma pressa absurda em demolir o hospital para ampliar o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e até hoje o terreno está inútil". O Mudi denuncia também que ¾ da área do Iaserj serão um  estacionamento. Em termos de leitos, serão pouquíssimos, cerca de 20. "Isso tudo é um contrassenso. Anos e anos, o Inca, vizinho do Iaserj, sempre teve interesse da área do Iaserj para estacionamento”, denuncia o ativista.
Para o membro do Mudi, tudo isso faz parte de uma intenção maior do governo, que visa o lucro e o desvio de verbas. “Existe uma necessidade de sucatear os hospitais para justificar o fechamento deles para implementar Clínicas da Família e Centros de Saúde, que têm um perfil mais preventivo e com a participação dessas Organizações Sociais (OS) para administrar os locais”, denuncia o membro da Comissão, que pediu para não ser identificado.
Segundo ele, a situação piora pela falta de diálogo junto ao Poder Público. O Movimento informa que existe um inquérito sobre como o Iaserj foi desativado – com equipamentos sendo retirados durante a noite, por pessoas não identificadas e pacientes sendo retirados com brutalidade - e até o momento não se conseguiu uma reunião com o procurador responsável: Ertulei Laureano Matos. Questionada, a assessoria do Ministério Público não respondeu até o fechamento desta matéria. “Não temos diálogo com o Poder Público. Não somos ouvidos. O único lugar onde houve discussão foi  na última reunião da P1 (Região Administrativa) que reuniu associações de moradores e a Secretaria de Saúde. Lá foi dito claramente que não se concordava com as mudanças no Salles Netto, por exemplo, e isso foi solidamente ignorado, inclusive passando por cima do Conselho Municipal de Saúde, que também não aprovou as mudanças”, complementa.
“Nós não queremos que as Clínicas da Família não existam, mas não queremos que hospitais em boas condições sejam fechados para que elas sejam feitas. Que se procurem novos locais”, completa o representante do Mudi. Ele ainda relembra a luta por um novo hospital na área do Centro: “Existem vários prédios vazios na região, como o do IML, prédios da iniciativa privada que têm dívidas de impostos, que poderiam ser desapropriados para colocar um hospital na área do centro”, observa.
Além do Iaserj, outras associações lutam pela saúde no Rio de Janeiro, como o caso do hospital pediátrico Salles Netto, no Rio Comprido, que será transformado em um Centro Municipal de Saúde, depois de ter a internação e emergência fechadas em 2013. A Associação de Moradores do Rio Comprido (Amorico) vem fazendo protestos contra a mudança. Outros tantos hospitais, como o Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, que foi desativado e transferido para o Iaserj, e depois da sua demolição, funciona no Hospital dos Servidores.
Se os usuários do Serviço Único de Saúde se mostram cada vez mais desanimados pelos acontecimentos recentes, não são os únicos. Os médicos também estão numa situação que consideram de crise. “Nós levamos um contracheque de um médico para a manifestação, que chamamos de 'contrachoque'. Ele ganha um salário completamente defasado, que é de R$ 208, mais benefícios, que chegam a R$ 1300. A questão salarial é claramente um dos fatores que causam o déficit de médicos na rede pública de saúde”, comenta o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze.
Darze coloca esse ponto e ainda outros como essenciais numa pauta para melhorias na saúde pública. Além da questão salarial, o Sindicato se posiciona contra a proliferação de escolas médicas, e a falta de estrutura dos hospitais, que torna cada vez mais difícil a especialização através da residência médica. Além disso, lutam por 10% da receita bruta do Estado para a saúde. 
Na questão da saúde privada, o autoritarismo dos planos de saúde também é questionado. Os médicos têm pouca ou nenhuma voz no que diz respeito ao preço cobrado pela consulta. “Isso tudo sem falar no direito dos pacientes. Muitos procedimentos não são autorizados pelo plano, como as próteses para as cirurgias que não são fornecidas a não ser que você entre na Justiça. Visto tudo isso, hoje foi um dia de denúncia. Cumprimos nosso dever, neste que é um dia Nacional para o Protesto”, complementa o médico. 

Dia Mundial da Água

O DIA MUNDIAL/INTERNACIONAL  DA ÁGUA 
Esse dia foi criado pela ONU por recomendação da ECO-92, realizada no Rio de Janeiro e ficou estabelecido que o mesmo deveria ser comemorado no dia 22 de Março de cada ano. A primeira comemoração ocorreu em 1.993. Este ano as comemorações devem ocorrer hoje, dia 21 de março. A principal cerimônia  será realizada pela Universidade das Nações Unidas em Tóquio,quando deverá ser divulgado o novo Relatório da ONU sobre  o tema.
A cada ano a ONU escolhe um tema que deve ser usado como base para as reflexões quanto a importância deste assunto no desenvolvimento e sobrevivência da humanidade, a partir da realidade e perspectivas de cada país ou mesmo algumas  regiões que transcendem as realidades nacionais.

Em 2014 o tema escolhido é ÁGUA E ENERGIA, como forma de aprofundar as discussões sobre a inter-relação profunda que existe entre esses dois fatores considerados os insumos fundamentais  para o planeta. Conforme estudos da ONU, de várias instituições de pesquisas em vários países,  atualmente existem no mundo em torno de 1,3 bilhões de pessoas que não têm  energia elétrica; próximo  de800 milhões sem acesso `a água potável e mais de 2,5 bihões que não tem saneamento básico. Milhões dessas pessoas vivem no Brasil, para tristeza e vergonha nossa.

Apesar do prazo, praticamente esgotado,  para que os objetivos do milênio sejam atingidos em 2015, dificilmente esta realidade deverá estar mudada nas próximas décadas, exigindo dos governantes em todos os países um grande esforço e compromisso para que bilhões de pessoas que ainda vivem na  pobreza e miséria possam integrar-se `as suas sociedades e possam desfrutar dos frutos do desenvolvimento e do progresso.

A água é necessária para a produção de praticamente todas as formas de energia e da mesma forma a energia é fundamental para a captação, tratamento e distribuição de energia e esses dois insumos são determinantes para a produção de alimentos e outras matéras-primas essenciais para a produção industrial  e o desenvolvimento do setor de serviços. Enfim, sem água, sem energia e sem alimentos e matérias primas é impossivel o desenvolvimento e a sobrevivência das pessoas e dos países.
Tanto a água  quanto a energia e, em decorrência, a produção de alimentos e de matérias primas são bens escassos  e sujeitos  ao esgotamento, principalmente em decorrência do aumento da demanda seja  por causa do crescimento populacional , pela aceleração do processo de urbanização ou também pela mobilidade social e econômica que a cada ano transforma mais de 80 milhões de pobres e miseráveis pelo mundo afora, inclusive no Brasil, em novos consumidores, ávidos por todos os tipos de bens e serviços aos quais têm direito seja pela condição econômica ou pela dignidade intrínseca de seres humanos. Afinal não é justo que uns poucos tenham acesso a tudo e bilhões vivam de migalhas que caem das mesas dos poderosos, inclusive de governantes insensíveis, perdulários, ineficientes e corruptos.

Outro fator que também interfere diretamente sobre este tripe: água- energia, alimentos e matérias primas é o clima. Apesar de ser um assunto extremamente complexo e controvertido, diversos estudos, inclusive o painel de cientistas que têm trabalhado sobre esta questão em decorrência de mandato da ONU, tem alertado todos os países, governantes e a população em  geral de que estão em curso mudanças climáticas que  já  estão afetando e afetarão muito mais ainda  bilhões de pessoas pelo mundo afora.
Tanto a água quanto a energia, os  alimentos e as matérias primas ficarão mais escassos a cada ano quanto o custo de podução desses insumos ficarão mais caros, principalmente em decorrência das mudanças climáticas, dos  desastres naturais (secas prolongadas, chuvas torrenciais) que dificultarão a produção, o transporte, o armazenamento, a industrialização e a distribuição dos mesmos.

Além da demanda decorrente dos  fatores anteriormente  mencionado, existe também  um outro grande desafio a ser enfrentado, pelos países e também pela população  que é a questão do desperdício. Estima-se que mais de 30% da água produzida e tratada no mundo, incluindo o Brasil e na quase totalidade das cidades são desperdiçados. De forma semelhante, a perda/desperdício de energia desde a fonte geradora até chegar aos consumidores praticamente um terço do que é perdido ou desperdiçado. E, finalmente, a  grande maioria dos sistemas produtivos existentes nos países são ineficientes , gerando enormes desperdícios em todas as suas etapas.  São carros que gastam muito combustível para  rodar poucas distâncias, equipamentos obsoletos, métodos e processos antiquados e ultrapassados.

Outro fator que  deve  ser considerado quando são analisadas as inter-relações entre água, energia, alimentos e matérias primas é o consumismo  e a cultura perdulária que marca o processo de desenvolvimento nas últimas décadas. A educação ambiental, o consumo consciente e a busca de fontes alternativas e sustentáveis, além de um planejamento estratégico de longo prazo são os únicos caminhos para que sejam  evitados os racionamentos, o caos e os conflitos que certamente que já existem e se tornarão mais graves em decorrência da precariedade na produção, distribuição e abastecimento desses bens e serviços fundamentais para a sobrevivêcia e uma melhor qualidade de vida para  todos e não apenas para as  camadas mais abastadas em cada país!
Este é o sentido das comemorações do DIA MUNDIAL DA ÁGUA, neste  e nos próximos anos!

Juacy da Silva, professor universitário,  aposentado UFMT, mestre em sociologia.
juacy@yahoo.com.br
 www.professorjuacy.blogspot.com

Água e Energia é o tema do Dia Mundial da Água

O Brasil, País que detém aproximadamente 12% da água doce do planeta, celebra o Dia Mundial da Água, 22 de março, com o desafio de pensar a gestão dos recursos hídricos em seus mais diversos usos, garantindo o acesso a água e promovendo seu uso sustentável para as atuais e futuras gerações. No ano em que as celebrações giram em torno do tema “Água e Energia”, conforme definição da Organização das Nações Unidas (ONU), a sociedade brasileira muito tem a refletir sobre os usos que têm sido feitos desse bem finito.
A escolha se deu porque água e energia estão intimamente interligadas e são interdependentes, já que a geração hidrelétrica, nuclear e térmica precisam de recursos hídricos. Segundo dados da Agência Internacional de Energia, por exemplo, um aumento nominal de 5% do transporte rodoviário no mundo até 2030 poderia aumentar a demanda por água em até 20% na agricultura, devido ao uso de biocombustíveis.
Outro dado da ONU aponta que cerca de 8% da energia gerada no planeta é utilizada para bombear, tratar e levar água para o consumo das pessoas. Além disso, os recursos hídricos são utilizados para a geração de energia geotérmica, que é uma alternativa para energia em países com escassez de água.
Segundo o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2013, da Agência Nacional de Águas (ANA), o País possui cerca de 1.064 empreendimentos hidrelétricos, sendo 407 deles são Centrais de Geração Hidrelétricas (CGH), 452 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) e 205 Usinas Hidrelétricas (UHE). Em 2012 houve um acréscimo de 3,972MW na capacidade total do sistema de produção de energia elétrica instalada no Brasil, sendo 1.843MW referentes à geração hidroelétrica, incluindo as UHE, PCH e CGH. O grande destaque na matriz energética brasileira fica a cargo da geração hidroelétrica, que representa 70% de toda capacidade instalada.

Dia Mundial da Água

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, o Dia Mundial da Água ficou registrado como efeméride mundial. Desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a histórica Eco-92, o dia 22 de março tem um significado especial, pois as nações ao redor do mundo se debruçam em busca de soluções para os conflitos existentes entre oferta e demanda ao redor do globo terrestre.
Anualmente o Dia Mundial da Água gira em torno de um tema também definido pela ONU. Para 2014 as discussões e reflexões terão como pauta “Água e Energia”. Em anos anteriores o tema “Água” se relacionou com outros, como Cooperação, Segurança alimentar e Saneamento.
Conheça um pouco do trabalho da ANA para as celebrações do Dia Mundial da Água emhttp://aguasdemarco.ana.gov.br/.

Águas de Março

Há oito anos a Agência Nacional de Águas (ANA) identificou a ausência de um espaço virtual que reunisse os eventos nacionais alusivos ao Dia Mundial da Água. Foi então que surgiu o hotsite Águas de Março, com a proposta de agregar eventos promovidos por instituições federais, estaduais, municipais ou por organizações não governamentais e difundi-los à sociedade em geral. Em sua oitava edição, o Águas de Março este ano traz a temática “Água e Energia”, definida pela Organização das Nações Unidas como centro da reflexão e da tomada de decisões.
O espaço é seu: para saber um pouco sobre a correlação entre Água e Energia visite a sessão de mesmo nome. Para cadastrar os eventos promovidos por sua instituição em comemoração ao Dia Mundial da Água, clique no link “cadastre seu evento” e submeta as informações para publicação. Para conhecer os eventos que acontecem durante o mês de março, o “mês das águas”, acesse a aba “Eventos”.
Seja bem vindo e ajude-nos a trabalhar cada vez mais em prol dos recursos hídricos.



Controlar o consumo não só ameniza impacto ambiental, como ajuda a economizar na conta no fim do mês

Reduzir o consumo de água dentro de casa ajuda não só a amenizar o impacto sobre o meio ambiente como a economizar na conta no fim do mês. Em São Paulo, cuidados com o uso são extremamente necessários por conta da atual crise de abastecimento. O sistema Cantareira, que abastece cerca de nove milhões de moradores da região metropolitana, armazena hoje menos de 15% de sua capacidade. Estima-se que possa secar até agosto. Para combater o desperdício, a Sabesp oferece desconto de 30% de desconto a quem reduzir o consumo em pelo menos 20%.
Confira as dicas para reduzir o consumo de água:
Sabesp recomenda colocar bacia sob o chuveiro e usar água coletada para lavar roupa. Encurtar banho de ducha de 15 para 5 minutos economiza 90 litros de água. Foto: Thinkstock/Getty Images
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Na lista de medidas contra o desperdício estão hábitos simples, como fechar a torneira enquanto se escova os dentes, encurtar o tempo do banho, desligar o chuveiro ao passar sabonete ou limpar o cabelo, e usar uma bacia com água para lavar a louça. Quem tem piscina deve cobrí-la para evitar a evaporação. A Sabesp indica usar um balde ou bacia para coletar a água que cai do chuveiro, para ser usada na lavagem de roupas.
O cuidado faz muita diferença. O banho de ducha de 15 minutos gasta 135 litros de água. O de cinco minutos, 45 litros. No chuveiro elétrico, o consumo passa de 45 para 15 litros, segundo a Sabesp. Fechar a torneira ao escovar os dentes pode economizar 11,5 litros de água, se o tempo habitual for de cinco minutos. A cobertura da piscina evita em 90% a perda de água.
Leia também:
"É necessário ter sempre em mente que a água é um bem precioso e que custa caro. Basta olhar para a sua conta", afirma o professor Wilson Jardim, do laboratório de química ambiental da Unicamp.
Regar o jardim, lavar o carro ou a calçada não é recomendável. Se for realmente necessário, o ideal é fazer a rega à noite - com regador - para a água não evaporar, limpar o carro em postos de lavagem a seco (ou usando um balde e um pano), e adotar a vassoura, seca, para limpar a calçada. A descarga do vaso sanitário não deve ser acionada à toa. As que possuem válvula com tempo de acionamento de 6 segundos gastam de 10 a 14 litros. É importante que as válvulas estejam sempre reguladas, para não aumentar o consumo à toa.
Mais:
Não se deve armazenar a água da máquina de lavar louça. Primeiro, porque ligar a própria máquina deve ser evitado a todo custo (se ligada, deve estar cheia). Segundo, pelo excesso de gordura e resíduos orgânicos. 
Armazenamento
A água que sai da máquina de lavar roupa pode ser armazenada, mas o uso é restrito à lavagem de pisos e uso na descarga sanitária. Esta água não pode ser usada para lavar o corpo, para cozinhar ou limpar qualquer utensílio de cozinha.
O armazenamento deve ser feito com cuidado na vedação do recipiente, para que não se torne foco de proliferação de germes, larvas e mosquitos - em especial, o da dengue. Não há necessidade de acrescentar cloro, que já é acrescentado para a rede doméstica - além disso, a água já tem o detergente acrescentado para limpeza, segundo o professor João Luiz Boccia Brandão, docente do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP).
Captação
O cloro deve ser utilizado para conservação se houver um sistema de captação de água da chuva na residência. "Captar água de chuva é fácil, econômico e um sistema que armazena 10 mil litros se paga em 3 anos, além dos benefícios ambientais, cuja contabilidade é sempre positiva", detalha o professor Wilson Jardim. 
Para a instalação do sistema, indicado é procurar um técnico. O projeto de não pode ser implementado de forma caseira, alerta Brandão. Precisa seguir padrões estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) na norma técnica ABNT NBR 15527:2007. "A água da chuva, principalmente em áreas urbanas, tem certa contaminação porque lava a atmosfera e tem poluição", diz. A qualidade nem sempre é aceitável.
Além disso, a superfície de captação pode conter poeira, folhas ou restos de fezes de animais, por exemplo, que geram risco de doenças. é preciso descartar os primeiros litros e ter um sistema de filtragem. Esta água também não é potável. Só deve ser usada na limpeza de pisos e descarga sanitária.
Vazamentos
O controle de vazamentos também reduz o desperdício e gera economia. Qualquer pinguinho evitado representa litros de economia todo o mês. Vasos sanitários, registros e torneiras com vazamentos devem ser evitados. Um teste simples para detecção de vazamentos é desligar todos os registros  à noite e conferir se o hidrômetro continua a funcionar. Infiltrações também sinalizam a necessidade de reparos.
    Leia tudo sobre: igsp • são paulo • água • consumo de água • economia de água • sabesp •abastecimento

    Reforçando :O Dia Mundial da Água celebra-se anualmente a 22 de Março. A data visa alertar as populações e os governos para aurgente necessidade de preservação e poupança deste recurso natural tão valioso.
    A gestão dos recursos de água tem impacto em vários setores, nomeadamente na saúde, produção de alimentos, energia, abastecimento doméstico e sanitário, indústria e sustentabilidade ambiental.
    As alterações climáticas provocam graves impactos nos recursos de água. Alterações atmosféricas como tempestades, períodos de seca, chuva e frio afetam a quantidade de água disponível e afetam os ecossistemas que asseguram a qualidade da água.

    Origem da Data

    A comemoração surgiu no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Ambiente que decorreu na cidade brasileira do Rio de Janeiro, em 1992. Os países foram convidados a celebrar o Dia Mundial da Água e a implementar medidas com vista à poupança deste recurso e promover a sua sustentabilidade.

    Factos sobre a água

    • O volume total de água no planeta Terra é de 1.4 bilhões km3. Os recursos de água doce rondam os 35 milhões km3 (cerca de 2.5% do volume total de água).
    • Destes 2.5%, cerca de 24 milhões km3 (ou 70%) estão em forma de gelo (zonas montanhosas, Antártida e Ártico).
    • 30% da água doce disponível está armazenada no subsolo (lençóis freáticos, solos gélidos e outros). Isto representa 97% de toda a água doce disponível para uso humano.
    • Os lagos e rios de água doce contêm aproximadamente 105.000 km3 (ou 0.3% de toda a água doce mundial)
    • O total de água doce disponível ronda os 200.000 km3 - menos de 1% de todos os recursos de água doce disponíveis.
    • A atmosfera da Terra contém aproximadamente 13.000 km3 de água.
    • 70% da água doce é utilizada na rega, 22% na indústria e 8% no uso doméstico.
    • Em 60% das cidades europeias com mais de 100.000 habitantes, a água do solo está a ser usada de modo mais rápido do que a sua restituição.


    quarta-feira, 2 de abril de 2014

    Paulo Freire Educar para Transformar...

    FRASESPaulo Freire foi um homem de idéias e e de uma prática renovadora progressista e democrática. Suas frases, nas mais diferentes fases da sua vida, têm a capacidade de expressar a sua concepção pedagógica, ideológica, educacional, além de revelar um pouco mais da sua sensibilidade, carinho e paixão pela vida, pelo ser humano.

    “Toca violão bem baixinho e canta para eu dormir.”
    (Livro do Bebê in Ana Maria Araújo Freire no livro Paulo Freire: uma biobibliografia, em “A voz da esposa”)

    “Na verdade, o domínio sobre os signos lingüísticos escritos, mesmo pela criança que se alfabetiza, pressupõe uma experiência social que o precede – a da ‘leitura’ do mundo.”
    (Cartas à Guiné-Bissau, 1977.)

    “A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de ‘ler’ o mundo particular em que me movia (...), me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, recrio, e revivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra.”
    (A importância do Ato de Ler, 1982.)

    “Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.”
    (Educação na Cidade, 1991.)

    “Dai a ênfase que dou (...) não propriamente à análise de métodos e técnicas em si mesmos, mas ao caráter político da educação, de que decorre a impossibilidade de sua neutralidade.”
    (Ação Cultural para a Liberdade, 1976)


    “Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão.”
    (Pedagogia do Oprimido, 1968.)

    A consciência do mundo e a consciência de si como ser inacabado necessariamente inscrevem o ser consciente de sua inconclusão num permanente movimento de busca (...).
    (Pedagogia da Autonomia, 1997.)
    “Aos esfarrapados do mundo e aos que neles se descobrem e, assim descobrindo-se, com eles sofrem, mas, sobretudo, com eles lutam.”
    (Pedagogia do Oprimido, 1968.)

    “Quando penso em minha Terra, penso sobretudo no sonho possível – mas nada fácil – da invenção democrática de nossa sociedade.”
    (À Sombra desta Mangueira, 1995.)

    “Devemos compreender de modo dialético a relação entre a educação sistemática e a mudança social, a transformação política da sociedade. Os problemas da escola estão profundamente enraizados nas condições globais da sociedade.”
    (Medo e Ousadia, 1987.)



    “Minha fala (..) estava acrescida de um significado que antes não tinha. Era, no momento (...) em que a comunhão não era apenas a de homens e de mulheres e de deuses e ancestrais, mas também a comunhão com as diferentes expressões de vida. O universo da comunhão abrangia as árvores, os bichos, os pássaros, a terra mesma, os rios, os mares. A vida em plenitude.”
    (Pedagogia da Esperança, 1992.)

    “Para a concepção crítica, o analfabetismo nem é uma ‘chaga’, nem uma ‘erva daninha’ a ser erradicada (...), mas uma das expressões concretas de uma realidade social injusta.”
    (Ação Cultural para a Liberdade, 1976)

    “Daí que os intelectuais que aderem a esse sonho tenham de selá-lo na passagem que devem realizar ao universo do povo. No fundo, tem de viver com ele uma comunhão em que, sem dúvida, terão muito o que ensinar se, porém, com humildade e não por tática, aprenderem a renascer como um intelectual ficando-novo.”
    (Por uma Pedagogia da Pergunta, 1989.)

    “É porque podemos transformar o mundo, que estamos com ele e com outros. Não teríamos ultrapassado o nível de pura adaptação ao mundo se não tivéssemos alcançado a possibilidade de, pensando a própria adaptação, nos servir dela para programar a transformação.”
    (Pedagogia da Indignação, 2000.)


    “A pessoa conscientizada tem uma compreensão diferente da história e de seu papel nela. Recusa acomodar-se, mobiliza-se, organiza-se para mudar o mundo.”
    (Cartas à Cristina, 1994.)

    “O amor é uma intercomunicação íntima de duas consciências que se respeitam. Cada um tem o outro como sujeito de seu amor. Não se trata de apropriar-se do outro.”
    (Educação e Mudança, 1979.)

    “Desrespeitando os fracos, enganando os incautos, ofendendo a vida, explorando os outros, discriminando o índio, o negro, a mulher, não estarei ajudando meus filhos a ser sérios, justos e amorosos da vida e dos outros.”
    (Pedagogia da Indignação, 2000.)
    Últimas palavras escritas por Paulo Freire. Referia-se ao índio Galdino, assassinado por um grupo de adolescentes, em Brasília, 1997.

    segunda-feira, 31 de março de 2014

    Irmã Cristina Scuccia...



    /www.youtube.com/watch?v=Mjq6sKUtPrc
    Irmã Cristina Scuccia, que no último fim-de-semana emocionou ... Ao fim de alguns segundos de ter começado a cantar, o público e o júri ...

    Plano Nacional de Educação...

    MARIA JOSÉ Pedagoga mjpp777@gmail.com




    Sou contra na parte de "ideologia de gênero".É forçar uma idéia sem levar em conta no que tange o processo de formação ,maturidade da educação infantil e até os demais niveis.Que tal aproveitar esse tempo atual e tratar a educação como ela merece com ouvidoria e perceber o que realmente cabe a ela,pronto falei...

    A Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (1º), às 11 horas, um videochat pela internet com o relator do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), deputado Angelo Vanhoni (PT- PR). O plano, que já havia sido aprovado pelos deputados em 2012, sofreu alterações no Senado e, por essa razão, voltou para análise da Câmara.

    O debate estava previsto para a semana passada, mas foi cancelado por causa de problemas de saúde do parlamentar.
    O videochat será transmitido ao vivo pelo portal Câmara Notícias e terá duração de uma hora. Qualquer pessoa poderá participar, enviando perguntas pela internet (em bate-papo que estará disponível no dia do debate) ou pelo Disque Câmara (0800 619 619).
    Arquivo/ Leonardo Prado
    Angelo Vanhoni
    Angelo Vanhoni quer manter destinação de 10% do PIB apenas para educação pública.
    No mês passado, Vanhoni apresentou um novo parecer à comissão especial da Câmara que analisa o PNE. O texto precisa ser votado na comissão especial e, em seguida, pelo Plenário.
    O PNE estabelece diretrizes, metas e estratégias para o ensino no Brasil nos próximos dez anos. O texto trata de temas como o percentual mínimo de investimento no setor, o salário de professores, as escolas em tempo integral e a matrícula de alunos com necessidades especiais na rede regular de ensino.
    Vanhoni, que também foi relator do texto na Câmara em 2010, defende em seu novo parecer a destinação de 10% do PIB exclusivamente para a educação pública, mantendo a redação aprovada pelos deputados em 2012. Os senadores mantiveram o mesmo percentual de investimento, mas abriram a possibilidade de universidades particulares receberem recursos por meio do Fies e do ProUni. Vanhoni discorda dessa alteração.
    Críticas
    De acordo com a Coordenação de Participação Popular da Câmara, o novo Plano Nacional de Educação alcançou em março o primeiro lugar em atendimentos no Disque-Câmara, com 877 ligações, sendo 860 para manifestar críticas ao texto. Desde o início de 2014, o projeto está em segundo lugar em volume de atendimentos pelos canais interativos da Câmara, perdendo apenas para o projeto de marco civil da internet (PL 2126/11).
    Somente na semana de 17 a 23 de março, foram 804 comentários contrários ao PNE e 5 a favor. Um dos pontos mais polêmicos do texto é a diretriz que trata da superação de desigualdades educacionais. O texto aprovado na Câmara fala em “ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”, o que motivou críticas ao texto.
    “Não sou de acordo em colocar as palavras: gênero, igualdade de gênero e orientação sexual. Solicito a retirada dessas palavras do Plano Nacional de Educação”, disse Tatiane Dias Figueiredo, de Santa Terezinha (BA).
    Também contrária ao texto, Maria Ercilia Mais, de Praia Grande (SP), afirmou, por meio do Disque-Câmara, que o projeto contraria seus princípios religiosos. “Sou a favor de uma educação sexual nas escolas e contrária à liberdade sexual”, disse.
    Apesar de o Senado ter modificado o texto para tornar genérica a referência às formas de discriminação, Vanhoni se posicionou favorável ao texto da Câmara nesse ponto.
    Deficientes
    O relator acatou a emenda do Senado que garante a oferta de educação inclusiva aos estudantes com deficiência e proíbe a exclusão deles do ensino regular sob a alegação de deficiência pedagógica.
    Vanhoni também manteve a meta de universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos alunos com deficiência ou superdotados, preferencialmente na rede regular, assegurando a disponibilidade de salas com recursos multifuncionais.
    Em relação à alfabetização, o relator manteve o texto da Câmara, que prevê a meta de, em dez anos da vigência do plano, alfabetizar todas as crianças até o final do 3º ano do ensino fundamental.

    Comentários

    maria zeuda de araujo | 31/03/2014 - 16h26
    Eu sou mãe e Não sou de acordo em colocar as palavras: gênero, igualdade de gênero e orientação sexual. Solicito a retirada dessas palavras do Plano Nacional de Educação
    Paulo Freire Redivivo | 31/03/2014 - 14h14
    O Relatório do Dep. Ângelo Vanhoni, apresentado no dia 19 de março passado, valoriza o melhor das duas versões do PL 8035/2010 aprovadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Reputo a aprovação como o resultado de uma construção coletiva entre a CONAE/2010, as diversas entidades com assento no Fórum Nacional de Educação, o Poder Executivo e o Parlamento. Precisamos de um Plano Nacional de Educação plural e inclusivo ainda em abril de 2.014.

    Íntegra da proposta:

    Reportagem – Murilo Souza
    Edição – Natalia Doederlein

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